sábado, 15 de outubro de 2011

Diário de Alice.

 "Capítulo 17. Para toda eternidade."

"[...] Jantamos e depois assistimos um filme na sala. Abraçadinhos.
Eu não tava nem aí pro filme. Deitados no chão da sala, eu deitei atravessada no peito dele, ele fingiu não ligar. Agarrei seu pescoço e ele não tirava os olhos da televisão.
O Bê ficou sério e sem me olhar ele disse:
_ Ice, não dá.
Minha oportunidade de jogar sujo.
Me joguei encima dele, ficando na frente da televisão. Sentada na barriga (tanquinho perfeito) dele, comecei meu papo.
_ Ãh, Bê, no dia 22 desse mês eu ganhei uma aposta lembra?
Ele segurava minhas pernas, olhando dentro dos meus olhos.
_ Lembra? Você disse que se eu ganhasse, você faria o que eu quisesse. E, bom, eu ganhei. Eu disse que ia pensar direito pra não jogar fora uma oportunidade única.
_ Quero assistir o filme.
_ Você sabe que não quer.
Ele suspirou e me puxou. Ganhei!
O Bê deu um beijinho na minha testa.
_ Não dá.
Eu sempre canto vitória antes da hora.
_ Pode fazer o favor de falar com todas as palavras que você não quer?
_ Eu quero, mas...
Eu o interrompi lhe dando um beijo. Ele tentou resistir.
_ Não, agora não.
E outro beijo, mas dessa vez levei minhas mãos para a nuca dele e fiz carinho no cabelo. Encostei meus lábios em sua orelha:
_ Tem certeza?
_ Droga.
Ele me abraçou e me beijou com urgência. Eu tentei tirar sua camisa e não consegui, ele tirou por mim. Ele tava em cima de mim, me beijando com urgência e carinho.
Ele se levantou e me puxou pra junto dele, ele tirou minha blusa delicadamente e eu o ajudei. Passei as minhas pernas em volta dele e ele me abraçou. Os lábios dele se mexiam juntos com os meus, em uma sincronia perfeita. Como se tivessem sitos criados uns para os outros.
Bê me levou para um dos quartos do AP do Vasco. Ele me botou com cuidado na cama de viúvo e voltou a me beijar como antes.
Ele passeou com os lábios na minha nuca, beijou meu maxilar, minha clavícula, beijou um espacinho atrás da minha orelha e murmurou (muito ofegante):
_ Me lembra de agradecer muito o Vasco.
Foi uma noite perfeita.
A sensação de deitar atravessada em seu peito nu, os braços me envolvendo, seus lábios tocando meus cabelos.
Eu não queria nem me mexer, mas sabia que ele já tava acordado.
_ Oi?
_ Não sabia que jogava sujo.
_ Só um às na manga.
E nos beijamos com um carinho enorme. Maior que qualquer outro beijo que já dei.
Agora pertencemos um ao outro, de um jeito meio estranho. [...]"

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