Alguns minutos se passaram, e como agora eu sei o que se passa com o Rafa, ele não tem mais medo de demonstrar as dores e os medos dele...
A noite que era para ser prazerosa, se tornou num desespero total para mim!
Concerteza, na semana passada ele não estava dessa maneira... com medo de tudo!
_ Amor? Você acha que pode ser alguma coisa séria? - Rafa me perguntou.
_ Claro que não é nada sério! - Respondi.
Acontece que eu tô mais apavorada do que ele, mas eu tenho que ser forte por mim e por ele.
_ O que a tia Maria falou? - Perguntei.
_ A mamãe tá num desespero só... Ela pensa que eu vou morrer!
_ Credo...
_ Você conhece a mamãe... Ela sempre faz tempestade num copo d'água!
_ Fato!
_ Amor... Vamos esquecer isso, e vamos fazer o que viemos fazer.
_ O que viemos fazer?
_ Viemos ficar juntinhos, aproveitar que estamos sozinhos nesta casa... Viemos nos beijar muito...
_ Rafael! Deixa de ser assim!
_ O que foi que eu fiz? É crime desejar a mulher da minha vida?
É óbvio que soltei um sorrisinho e agarrei o pescoço dele... Ele começou a me beijar a nuca e me mordeu.
Normalmente eu não ligo pra quando ele morde meu pesoço, até gosto, mas dessa vez doeu!
_ Aí... - Reclamei e parei de beijá-lo.
_ O que foi? - Ele procurou meus lábios.
_ Peraí Rafael... Dessa vez doeu.
_ Tá ficando fraca pra isso?
Ele adora fazer isso! Me chamar de fraca e tudo o mais... Ele sabe que assim eu acabo dando o braço a torcer...
_ Quem é a fraca? - Beijei seus lábios e mordi seu lábio inferior.
_ Assim que é bom...
Não entrarei em detalhes, mas a noite foi boa.
Acordei com o Rafa dedilhando as minhas costas, me mexi um pouco e me virei de frente pra ele.
Abri um sorriso e ele beijou meus lábios.
_ Bom dia, minha vidinha... - Ele disse.
Apoiei minha cabeça no peito dele e ele começou a enrolar uma mecha do meu cabelo.
Ficamos assim por alguns minutos, e depois ele foi pra cozinha preparar alguma coisa pra comermos, enquanto eu arrumava a bagunça que fizemos na casa.
#
A agunia apertou meu coração quando, diante dos meus olhos, o Rafael se sentiu fraco e desmaiou no carro enquanto estávamos indo pra casa dele. Isso quase resultou num acidente de trânsito.
Buzinas de todos os lados e o nosso carro sendo alvo de xingamentos, olhei para o lado e vi o Rafa inconciente... Me desisperei, ele respirava estranho, toquei seu pulso... ele tava "bem". Saí do carro e gritei:
_ O motorista desmaiou, por favor, não me deixem mais nervosa do que eu tô!
Comecei a chorar feito doida, balancei o corpo do Rafa com tanta força que machuquei meu pulso...
Uma alma caridosa apareceu ao meu lado e me ajudou a colocar o Rafa no banco detrás, entrei no carro e meu primeiro pensamento foi: papai.
Liguei desesperado pro meu velho e chorando:
_ Pai? Pai, o Rafa desmaiou no volante... Eu não sei o que fazer!
_ Trás ele pra cá pro hospital... Com ou sem os documentos dele, eu vou atendê-lo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário