Continuando...
Os dias foram se passando e as nossas aulas na faculdade começaram, nós dois estudávamos de manhã, de tarde ele trabalhava com a mãe dele enquanto eu rodava pela cidade entregando currículo.
Um mês inteiro se passou. Continuamos o namoro normalmente. Nas sextas eu tava dormindo na casa dele e nos sábados ele passava o dia inteiro comigo.
Junto com o começo de um ano letivo, veio os treinos dele, então, sempre que dava eu o acompanhava no MMA... Estávamos, como sempre, arranjando um tempinho pra ficarmos juntos.
Ao total já eram 4 meses de namoro sério.
_ A cada dia que se passa eu tenho mais certeza que o amo. - Disse para minha colega de faculdade, Ilana.
_ O pouco que eu conheço vocês como um casal, dá pra perceber que ele é totalmente louco por ti.
É o que muitos acham...
Mas, o Rafael anda tão estranho ultimamente. Ele não quis me falar de jeito algum sobre o que tava acontecendo.
Tirando que ele começou a ter umas dores de cabeça nada agradáveis, como se ter dor fosse agradável...
A primeira coisa que veio na minha cabeça foram as lutas dele. Lutar MMA, mesmo quando você ganha, você apanha.
Ele apanha dentro do "tatame" e fora, porque eu não gosto, e bato nele.
Mas, ele diz que a dor de cabeça é suportável, que não é nada demais.
Saí da faculdade na sexta-feira e fui até o trabalho dele.
_ Oi amor?
_ Oi, minha linda. - Ele me recebeu com um beijinho.
_ Mamãe viajou...
_ Eu sei... Quer ir mais cedo pra casa?
_ Não. Quer ir dormir em casa?
_ Claro. - Ele sorriu e me beijou.
_ Vocês dois, por favor... Parem de se agarrar! Este é um local de trabalho! - Reclamou Daniele, a prima do Rafa.
_ Dani, cala a boca. - Rafa disse e voltou a me beijar.
Quando o bonitinho resolveu me soltar, fui até a área de serviço, deixei minhas coisas por lá e peguei um avental.
_ O que tu tá fazendo com esse avental? - Perguntou Rafa.
_ O que achas? Vou ajudar. - Respondi.
_ Não vai não.
_ Vou sim e pronto.
Peguei um bloco de anotações e comecei a pegar os pedidos.
Quando a lanchonete fechou, passamos na casa dele e ele pegou algumas coisinhas... Fomos pra casa.
Chegando lá, eu fui direto pro banho... Sabe como é mulher, né?
_ Posso tomar banho contigo? - Perguntou Rafa.
_ Óbvio que não, né Rafael?
_ Óbvio que não, né Rafael? - Ele me imitou.
_ Chato.
_ Você que é.
Quando eu saí do banho, encontrei ele deitado na minha cama mexendo no meu celular.
_ Tá fazendo o que? - Perguntei.
_ Hmm, o Kalleo mandou uma mensagem... Hmm, "Oi amor, como você tá?"
_ Me dá essa porcaria...
_ Teu humor já se alterou... Ficou nervosinha?
_ Olha pra minha cara, Rafael, e diz se eu tô "nervosinha"?
_ Tá. Tá muito nervosinha.
Tomei o celular da mão dele e vi a mensagem... Esse garoto não tem o que fazer?
Deixa minha vida uma merda, some do nada, aí quando eu tô de boa com o Rafael, ele reaparece?
Tá pensando o que?
_ Vai querer um tempo de novo? - Rafael perguntou.
_ Deixa de ser idiota. Quando voltamos, eu fui bem clara: Eu te escolho. Eu te quero. Ou já esqueceu?
_ Esquecer eu não esqueci... E você? Falou por falar, ou não.
_ Óbvio que não, né?
Deitei na cama e o Rafa pousou a cabeça na minha barriga.
_ Vai fazer o que? Vai responder? Ignorar? - Ele perguntou.
_ Excluir já serve?
Excluí a mensagem, e pensei: "Nada de querer responder!"
Eu tava morta de sono, comecei a fazer cafuné no Rafa e quando me dei conta, ele tava abraçando as minhas pernas.
_ Rafa? Rafa? Rafael? - Tentei acordá-lo.
_ Hmm? - Ele disse sonolento. - Agatha? Amor?
_ Fael? Amor, deita direito.
Ele se sentou e eu comecei a me ajeitar para deitarmos melhor, mas ele se levantou e saiu do quarto.
_ Rafa? O que foi? - Gritei.
_ Nada.
Saí do quarto e fui procurar ele pela casa. O encontrei com a cabeça apoiada na pia da cozinha.
_ O que foi? - Perguntei.
_ Nada. Teu pai deixou alguma coisa pra mim?
_ Não, não que eu saiba... Rafael, fala logo!
_ Falar o que?
_ O que tu tens?
_ Eu tô com dor de cabeça, isso tá me matando!
_ Tu é que tá me matando. Que diabos tá acontecendo?
_ Vai pra sala, tô indo.
_ Nada disso...
_ Vai. Eu vou explicar.
Como uma boa namorada fui até a sala e me sentei no sofá. Depois de uns 5 minutos, ele apareceu na sala, se sentou no meu lado e apoiou a cabeça no meu ombro.
_ Pode começar quando quiser. - Eu disse.
_ Tá.
Mais 5 minutos se passaram quando ele resolveu abrir a boca de novo disse:
_ Teu pai tá achando estranho eu ter tanta dores de cabeça. Ele me consultou, mas não consegue achar meu problema. Tô tomando remédios pra controlar as dores, mas nem sempre o remédio funciona. No final do mês passado eu desmaiei, e o teu pai que me atendeu... Não queria te falar nada pra não te preocupar. Mas, tu és uma chata que não desiste...
_ Como assim, o senhor desmaiou e não me contou nada?
_ Eu disse uma dúzia e meia de coisas, e tu só me perguntas isso?
_ Eu fiquei mais de um mês querendo saber o que tu tinhas... Dá um tempo, Rafa. Por que não me ligou avisando?
_ Pra que? Pra ti deixar preocupada? Tu ias ficar doida se eu ti ligasse no meio da tua aula.
_ E daí? Eu me encontrava contigo... Sabe? Eu... eu podia... Eu podia ter ficado do teu lado na hora dos exames...
_ Desculpa, amor. - Ele disse ao me abraçar. - Desculpa mesmo.
_ Tá. Não me esconde mais nada... Se não eu mato.
_ Tá, tá bom. - Ele sorriu e me beijou. - Te amo.
_ Também te amo.
Os dias foram se passando e as nossas aulas na faculdade começaram, nós dois estudávamos de manhã, de tarde ele trabalhava com a mãe dele enquanto eu rodava pela cidade entregando currículo.
Um mês inteiro se passou. Continuamos o namoro normalmente. Nas sextas eu tava dormindo na casa dele e nos sábados ele passava o dia inteiro comigo.
Junto com o começo de um ano letivo, veio os treinos dele, então, sempre que dava eu o acompanhava no MMA... Estávamos, como sempre, arranjando um tempinho pra ficarmos juntos.
Ao total já eram 4 meses de namoro sério.
_ A cada dia que se passa eu tenho mais certeza que o amo. - Disse para minha colega de faculdade, Ilana.
_ O pouco que eu conheço vocês como um casal, dá pra perceber que ele é totalmente louco por ti.
É o que muitos acham...
Mas, o Rafael anda tão estranho ultimamente. Ele não quis me falar de jeito algum sobre o que tava acontecendo.
Tirando que ele começou a ter umas dores de cabeça nada agradáveis, como se ter dor fosse agradável...
A primeira coisa que veio na minha cabeça foram as lutas dele. Lutar MMA, mesmo quando você ganha, você apanha.
Ele apanha dentro do "tatame" e fora, porque eu não gosto, e bato nele.
Mas, ele diz que a dor de cabeça é suportável, que não é nada demais.
Saí da faculdade na sexta-feira e fui até o trabalho dele.
_ Oi amor?
_ Oi, minha linda. - Ele me recebeu com um beijinho.
_ Mamãe viajou...
_ Eu sei... Quer ir mais cedo pra casa?
_ Não. Quer ir dormir em casa?
_ Claro. - Ele sorriu e me beijou.
_ Vocês dois, por favor... Parem de se agarrar! Este é um local de trabalho! - Reclamou Daniele, a prima do Rafa.
_ Dani, cala a boca. - Rafa disse e voltou a me beijar.
Quando o bonitinho resolveu me soltar, fui até a área de serviço, deixei minhas coisas por lá e peguei um avental.
_ O que tu tá fazendo com esse avental? - Perguntou Rafa.
_ O que achas? Vou ajudar. - Respondi.
_ Não vai não.
_ Vou sim e pronto.
Peguei um bloco de anotações e comecei a pegar os pedidos.
Quando a lanchonete fechou, passamos na casa dele e ele pegou algumas coisinhas... Fomos pra casa.
Chegando lá, eu fui direto pro banho... Sabe como é mulher, né?
_ Posso tomar banho contigo? - Perguntou Rafa.
_ Óbvio que não, né Rafael?
_ Óbvio que não, né Rafael? - Ele me imitou.
_ Chato.
_ Você que é.
Quando eu saí do banho, encontrei ele deitado na minha cama mexendo no meu celular.
_ Tá fazendo o que? - Perguntei.
_ Hmm, o Kalleo mandou uma mensagem... Hmm, "Oi amor, como você tá?"
_ Me dá essa porcaria...
_ Teu humor já se alterou... Ficou nervosinha?
_ Olha pra minha cara, Rafael, e diz se eu tô "nervosinha"?
_ Tá. Tá muito nervosinha.
Tomei o celular da mão dele e vi a mensagem... Esse garoto não tem o que fazer?
Deixa minha vida uma merda, some do nada, aí quando eu tô de boa com o Rafael, ele reaparece?
Tá pensando o que?
_ Vai querer um tempo de novo? - Rafael perguntou.
_ Deixa de ser idiota. Quando voltamos, eu fui bem clara: Eu te escolho. Eu te quero. Ou já esqueceu?
_ Esquecer eu não esqueci... E você? Falou por falar, ou não.
_ Óbvio que não, né?
Deitei na cama e o Rafa pousou a cabeça na minha barriga.
_ Vai fazer o que? Vai responder? Ignorar? - Ele perguntou.
_ Excluir já serve?
Excluí a mensagem, e pensei: "Nada de querer responder!"
Eu tava morta de sono, comecei a fazer cafuné no Rafa e quando me dei conta, ele tava abraçando as minhas pernas.
_ Rafa? Rafa? Rafael? - Tentei acordá-lo.
_ Hmm? - Ele disse sonolento. - Agatha? Amor?
_ Fael? Amor, deita direito.
Ele se sentou e eu comecei a me ajeitar para deitarmos melhor, mas ele se levantou e saiu do quarto.
_ Rafa? O que foi? - Gritei.
_ Nada.
Saí do quarto e fui procurar ele pela casa. O encontrei com a cabeça apoiada na pia da cozinha.
_ O que foi? - Perguntei.
_ Nada. Teu pai deixou alguma coisa pra mim?
_ Não, não que eu saiba... Rafael, fala logo!
_ Falar o que?
_ O que tu tens?
_ Eu tô com dor de cabeça, isso tá me matando!
_ Tu é que tá me matando. Que diabos tá acontecendo?
_ Vai pra sala, tô indo.
_ Nada disso...
_ Vai. Eu vou explicar.
Como uma boa namorada fui até a sala e me sentei no sofá. Depois de uns 5 minutos, ele apareceu na sala, se sentou no meu lado e apoiou a cabeça no meu ombro.
_ Pode começar quando quiser. - Eu disse.
_ Tá.
Mais 5 minutos se passaram quando ele resolveu abrir a boca de novo disse:
_ Teu pai tá achando estranho eu ter tanta dores de cabeça. Ele me consultou, mas não consegue achar meu problema. Tô tomando remédios pra controlar as dores, mas nem sempre o remédio funciona. No final do mês passado eu desmaiei, e o teu pai que me atendeu... Não queria te falar nada pra não te preocupar. Mas, tu és uma chata que não desiste...
_ Como assim, o senhor desmaiou e não me contou nada?
_ Eu disse uma dúzia e meia de coisas, e tu só me perguntas isso?
_ Eu fiquei mais de um mês querendo saber o que tu tinhas... Dá um tempo, Rafa. Por que não me ligou avisando?
_ Pra que? Pra ti deixar preocupada? Tu ias ficar doida se eu ti ligasse no meio da tua aula.
_ E daí? Eu me encontrava contigo... Sabe? Eu... eu podia... Eu podia ter ficado do teu lado na hora dos exames...
_ Desculpa, amor. - Ele disse ao me abraçar. - Desculpa mesmo.
_ Tá. Não me esconde mais nada... Se não eu mato.
_ Tá, tá bom. - Ele sorriu e me beijou. - Te amo.
_ Também te amo.
véi....quando sair o teu primeiro livro quero ser o primeiro a compra pq...essa estória tá genial!!!
ResponderExcluirAaaaah.. Ângelo, eu te amo cara!! Acho muito importante tu gostares da minha história. Mesmo!
ResponderExcluirOlha que lindo.
ResponderExcluirAdorei seu conto. ♥
Parabéns, bons escritores começam assim
Ai caramba amigaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
ResponderExcluirQue lindo
Ai, to apaixonada.
Linda *-*